Abriu os olhos, mais não
tinha certeza de que realmente estivesse ali, talvez seu corpo
estivesse, mais sua alma
vagava displicentemente.
Lembrava muito bem do que
lhe fora ensinado, tinha em mente cada teoria sobre a felicidade, o
amor , os sonhos, mais a pratica não lhe parecia tão simples, agora
era uma mulher em busca do ser, ou um ser em busca de vida
?
Trocou-se, abriu mais uma
vez aquela porta, a porta que já lhe passou insegurança, alegria,
ansiedade , agora representava uma distante "liberdade".Passou
o corredor, desceu a escada sem qualquer pressa, abriu o
portão e deixo-se caminhar, sentiu o vento e ele tinha cheiro de
vida,talvez se saisse do mundo em que insistiu em se isolar, se os
raios de sol a tocassem veria o recomeço a frente,o caminho se
tornava cada vez mais facil, passaros , flores , e enfim o
mar.
Refletia a cada onda como
nossa vida é...
um vai e vem ,e o mar em
sua imensa sabedoria ,a cada nova onda deixava algo, e trazia
consigo o novo.
De certo modo devemos ser
assim, deixar algumas feridas pelo caminho, deixar o que nos
entristece no passado e estar sempre pronto para o que estar por
vim , sempre sorrindo para o novo.. não ver o final como um adeus
mais talvez como um até logo, se realmente exitir o adeus como as
crianças devemos ter a curiosidade, buscar cheios de coragem o
desconhecido e magico espetaculo de viver.
E assim como o texto é o
espelho da alma do autor e consequentemente se torna
o espelho do leitor, a vida segue ...
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